O Sangue de Aella
No Reino de Hildean, a regra é absoluta: a magia é um privilégio exclusivo da nobreza descendente dos avalar. Para o restante do povo, uma mera suspeita de poder resulta em morte. Dizem que esse expurgo é o que sustenta a guerra bicentenária contra o Reino de Solar, onde se ergue a Capital da Magia, Abismobranco.
É em meio a esse cenário de desolação que o casal Ama e Goret Curio encontra uma bebê nos braços de um Guardião. Eles a adotam e a batizam de Aella, mas a criança carrega marcas impossíveis de ignorar: olhos de prata pura e uma runa misteriosa gravada em sua pele frágil.
Anos depois, Aella Curio é uma das bardas favoritas da corte de Hildean. Enquanto encanta o Rei Tiberyn e a Rainha Malya, ela esconde o desprezo que sente pela opressão imposta ao povo. No entanto, sua vida desmorona quando um ataque inesperado desperta nela poderes desconhecidos. Em um instante de caos, Aella acaba assassinando, acidentalmente, o Rei, a Rainha e sua própria mãe.
Com uma caça às bruxas implacável instaurada no reino, Aella é forçada a fugir. Enquanto tenta sobreviver à realidade cruel de sua terra, ela passa a ser visitada em sonhos por duas figuras misteriosas que a preenchem de fascínio e dúvida.
Agora, a jovem barda encara uma escolha definitiva: permanecer em Hildean ou atravessar a fronteira para Solar em busca da verdade sobre seu nascimento. Mas o tempo é escasso. Rumores dizem que um grande elementati foi libertado de sua prisão milenar, ameaçando reduzir o Continente Oeste a cinzas. Qual será a ligação de Aella com as sombras que agora despertam?


